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Neste barco alimenta-se corpo e alma

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012


Ela aproximou-se por trás
E eu senti o seu hálito nas costas
Dei-lhe automaticamente uma cotovelada
Bem no meio da cara
E ela caiu
Estatelada no chão
Levou as mãos à boca
E contou dois dentes na palma da mão
O nariz não estava melhor
Não parava de esguichar sangue
E pendia para a esquerda
Ela não dizia nada
Mesmo que quisesse não conseguia
Eu estendi-lhe a minha mão e disse:
"Venci-te!
Mesmo que um dia passes
E me apanhes desprevenido
Ela continuará a vir
A colher
E a ler as flores
Que a terra do meu caixão semea"
Ela ficou resignada
E continuou sem dizer nada
No meio da sua feiura
O seu nome era morte

1 vozes:

Paula disse...

Todos os finais são provisórios ou não!